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Capacity Latam 2015

Durante a manhã, o painel principal da Latam Capacity, foi confrontado com a possibilidade do crescimento da demanda na América Latina ser ou não suportado, já que a tendência deve passar pela crescente diminuição de preços.

O mercado latino-americano tem-se preparado para uma série de novos projectos de cabos submarinos, tais como o PCCS, Seabras-1 da Seaborn Networks e o SACS, da Angola Cables.

Os níveis adicionais de capacidade, a par de uma maior diversidade de percursos, estão definidos para baixarem os tradicionamente inflacionados preços praticados na América Latina.

No entanto, os novos operadores no mercado acreditam firmemente existir a longo prazo, uma forte oportunidade de negócio no que diz respeito a cabos submarinos. O CEO da Seaborn Networks, Larry Schwartz, que está à frente de uma rota entre São Paulo e Nova York e que deve estar finalizada no final de 2016, acredita que a taxa composta de crescimento anual deve ser mais alta que a erosão de preços.

A curto prazo, o mesmo acredita também que qualquer declínio nos preços será atenuado pelas vendas iniciais do novo cabo, tendo já garantido 'cliebtes âncora' tais como a Tata Communications e a Microsoft.

Artur Mendes, Director Comercial e Marketing da Angola Cables, acrescentou que o tráfego internacional irá aumentar, como resultado de uma maior diversificação das rotas. A Angola Cables por exemplo, tem como objectivo, estabelecer a primeira rota no Atlântico Sul, que ligue Àfrica à América Latina, o que o deixa confiante pelo facto da mesma rota vir a proporcionar mais tráfego a partir de África e do Oriente Médio.

"Os governos desejam preços mais acessíveis para as populações. Nós, pretendemos ser uma parte do processo e ajudar a desenvolver a sociedade, oferecendo melhores preços e mais disponibilidade", disse. "Ao mesmo tempo, precisamos ter a certeza que esses mesmos cabos são rentáveis".

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